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"Não interessa muito de onde eu venho. Talvez porque eu venha de tantos lugares, alguns coloridos e outros mais cinzentos. Nasci no Brasil, isso sim. E hoje, eu, que converso mais através da câmera do que com palavra mesmo, “ando pelo mundo prestando atenção em cores que eu não sei o nome”.

Eu sou contadora de uma história que cada um vai entender do seu próprio jeito. O que eu quero que você veja não é necessariamente o que você vai ver, e essa é a beleza da fotografia. Ela realça a nuance de cada beleza singular. Ela une gente que vê sob a mesma perspectiva. Ela cria conversa entre quem enxerga de outros jeitos.

Eu, 28 anos, gosto de cor, sim. Gosto de gente que se mexe. E de gente que senta num banco de frente pro rio. Daí me vejo no banco e desvio meu pensamento pra mim. A fotografia também revela algo do meu eu, todos os dias.

Eu comecei registrando as “realidades”, como fotojornalista. Visitei muitas praias e ilhas, quentes e frias, pra perceber que se uma foto não é bem o que se vê, já fico feliz ao dar cor às verdades cruas. A minha verdade é que eu quero sempre um pouco mais de tudo. Eu quero guardar numa caixa as impressões do que os meus olhos viram. Eu quero guardar numa caixa as imagens que vêm com os sons. Na minha caixa vai ter arte, gente, povos de todos os cantos. Eu quero que as suas histórias se tornem também a minha, e que eu possa dar vida às suas histórias por meio de um porta-retrato."